Bestança Bestança

Bestança

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O rio Bestança é um rio Português do Concelho de Cinfães que nasce a 1229 metros de altitude em plena Serra do Montemuro. Tem uma extensão de cerca de 13,5 quilómetros e desagua em Porto Antigo, na margem esquerda de uma das melhores albufeiras do Douro, entre as freguesias de Oliveira do Douro e Cinfães.

O seu nome advém do termo "Bestias", que significa correr naturalmente em zona de fauna e flora selvagem. Tem uma vegetação ribeirinha bem estruturada e águas límpidas que o tornam um dos rios com melhor qualidade ambiental.

Dado o elevado grau de conservação natural de todo o curso fluvial e como ecossistema sustentável de indiscutível importância, o rio Bestança foi integrado na Rede Natura 2000, como parte integrante do sítio do Montemuro (Biotopo Corine), assumindo uma importância ecológica nacional e internacional de exponencial valor.

O Bestança é um rio com vertentes íngremes e declivosas, com uma elevada capacidade erosiva, sendo um rio pouco evoluído em termos de alargamento do seu vale, estreito, em forma de v, reunindo condições favoráveis à presença de quedas de água (fragas da penavilheira, cascatas da ribeira de tendais e enxidrô, etc.).

A bacia hidrográfica do rio Bestança encontra-se densamente arborizada com espécies autóctones em estado de completa preservação, que completam uma floresta mista de Carvalhos, Castanheiros (Castanea sativa), Loureiros (Laurus nobilis), Salgueiros (Sallis sp.), amieiros (Alnus glutinosa) e algumas árvores de fruto como nogueiras (Juglans regia) e azevinhos (Ilex aquifolium).

Na diversidade faunística, encontram-se diversas espécies como a Lontra (Lutra lutra), a Salamandra Lusitana (Chioglossa lusitanica) e a Truta (Salmo trutta), que dependem do equilíbrio constante e naturalmente ecológico do curso fluvial e da manutenção dos habitats ribeirinhos. A área envolvente ao curso do rio abriga também outras espécies de avifauna das quais se destaca a águia-real (Aquilla chrysaetos).

Ao nível da ocupação e usufruto do solo, a bacia de drenagem fluvial é bastante limitada na ação humana, apresentando apenas pequenos aglomerados rurais circundados por terrenos de produção agrícola, e onde na maioria das vezes se desenvolve uma ação de mera subsistência familiar.

De referir a sua riqueza  etnográfica e cultural, preservada ao longo de gerações por elementos resistentes como moinhos, palheiros, pontes de pedra, calçadas, e até achados arqueológicos. As águas correntes são, entre os agentes externos, aqueles que mais se evidenciam na moldagem do relevo e o rio Bestança com os seus afluentes, não constituem qualquer exceção, sendo os maiores responsáveis pela configuração e formato da paisagem do Vale do Bestança.

Na margem direita do rio Bestança, os ribeiros de Ourique e Alhões são os mais importantes; e, na margem oposta, os ribeiros de Enxidrô, Prado, Tendais e Canadas são os que lhe fortalecem o caudal. A abundância de águas, propiciada pelo substrato granítico, imprime a grande parte da bacia hidrográfica do rio Bestança um tom completamente verde natural, gerado pela densa floresta que as águas enriquecem.

A bacia do rio Bestança é limitada a levante pelo Rio Cabrum e a Ocidente pelo curso revoltoso do ribeiro de Sampaio.

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